Inglês na terceira idade. Como aprender inglês pode ajudar idosos?

Por muito tempo, acreditou-se que quanto mais jovem o aluno, melhor seria o aprendizado de uma língua estrangeira. O argumento mais utilizado pelos defensores dessa teoria era de que deveríamos aproveitar o período em que o cérebro ainda estava em fase de formação, acreditava-se que, depois de formado, ele não mais evoluiria.

Mais de 45 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Instituto Alzheimeir Brasil (IAB), são afetadas pela doença que causa o esquecimento, sobretudo as pessoas acima de 60 anos.

Pesquisas mais recentes  demonstraram a plasticidade cerebral (Almeida, Berger & Watanabe 2007, Relvas 2005, Gonçalves 2010, Guerreiro e Caldas 2001). Ou seja, o cérebro está em constante transformação.

Nessa fase o torna-se mais lento, mas é a partir deste processo que são gerados benefícios para a saúde mental na terceira idade.

No processo de aprendizagem para uma velhice saudável, são vinculadas duas perspectivas teóricas: na primeira, a educação é vista como socioterapia, “promovendo e estimulando a integração social” ; e a segunda “concede um envelhecimento melhor para aqueles que mantêm a mente ativa através de atividades educativas.” Neste segundo caso, a educação é concebida tanto como “ginástica mental” quanto como “um instrumento para a aquisição de novos conhecimentos”.

Entender o que motiva cada um é essencial na aprendizagem , independentemente da idade. O sucesso no ensino de idiomas está em proporcionar um ambiente favorável aos aprendizes em qualquer idade.

No entanto, é necessário também elaborar atividades conforme as necessidades de cada faixa etária.

A maioria dos idosos que procuram cursos de inglês buscam, também, socialização e interação, além do desejo de aprender o idioma para viagens ao exterior ou aprimoramento linguístico.

Acredita-se que não só o adulto tem condições de aprender uma língua estrangeira, mas também a atividade de aprendizagem tem um papel essencial na qualidade de vida do idoso.